mostra de arte
exposições
gente de BOITUVA - CONSCIÊNCIA NEGRA (2023)
Reunião sobre os preparativos da 1ª Exposição do Projeto Gente de Boituva na cidade. Ao centro, o Exmo Prefeito de Boituva, Edson Marcusso, Nilson Araujo e integrantes do Grupo Consciência Negra de Boituva, além do Diretor Executivo da Escola do Legislativo de Boituva, Rafael Kobota.
Gente de Boituva é a 1ª Exposição Inclusiva da cidade e uma das ações mais simbólicas do projeto Gente de Boituva.
A convite do Prefeito Edson Marcusso e da comunidade negra local, em parceria com o Legislativo Municipal, coordenei a curadoria e produção da exposição, que homenageou 30 moradores negros e negras de Boituva por suas trajetórias marcantes de vida, trabalho e resistência. A iniciativa integrou a programação oficial do Mês da Consciência Negra de 2023.
Mais do que uma mostra artística, o projeto representou um gesto de reparação simbólica e valorização da memória negra boituvense. As histórias expostas ecoaram séculos de contribuição silenciada à construção do Brasil, e reafirmaram a necessidade de políticas de visibilidade e respeito às diversas identidades.
A exposição aconteceu na Estação Cultural “Antonio Alves Barbosa”, de 21 de novembro a 4 de dezembro, e contou com a presença de lideranças, autoridades locais, famílias homenageadas e visitantes. O espaço permaneceu aberto ao público e recebeu centenas de pessoas ao longo dos dias.
Como costumo afirmar, “não há justiça onde não cabe arte, nem cultura onde não se reconhece identidade”.
Essa é a política que nasce do povo e retorna para ele.
Confira abaixo algumas fotos:
ilustre porto (2022)
Projeto artístico-educacional realizado com apoio da Secretaria de Cultura e da rede pública de ensino de Porto Feliz
O projeto ILUSTRE PORTO nasceu da vontade de conectar arte, identidade e cidade. Criado em 2017, ele foi pensado inicialmente para valorizar o comércio local por meio da arte nos pontos de venda, tornando a experiência urbana mais afetiva e atrativa para a população.
Em 2022, essa proposta evoluiu: as ilustrações ganharam um novo papel ao se tornarem ferramenta de educação patrimonial e cidadã. Com apoio da Secretaria de Educação, levei ao Salão Nobre da cidade uma exposição composta por 8 painéis com ilustrações vetoriais de cenas icônicas de Porto Feliz, impressos em grandes formatos e apresentados na altura dos olhos de uma criança, criando uma imersão lúdica e educativa.
Todas as escolas da rede pública e também da rede privada foram convidadas a visitar a mostra, que encantou centenas de alunos. O projeto tornou-se, assim, uma ponte entre educação, cultura e pertencimento, despertando nas crianças o orgulho pela cidade onde vivem.
Além disso, convidei as próprias crianças a desenharem os cenários de sua cidade, como forma de estimular a expressão artística desde cedo. A proposta foi encaminhada à Secretaria de Cultura, com o objetivo de realizar, no futuro, uma nova exposição com obras desses pequenos artistas de Porto Feliz.
ILUSTRE PORTO é sobre ver a cidade com novos olhos — os olhos de quem acredita que cidadania também se constrói com arte, afeto e memória.
memórias de porto feliz (2021)
Exposição ilustrada em parceria com o pesquisador Reinaldo Crocco Jr. e apoio da Secretaria de Cultura
Memórias de Porto Feliz é mais do que um projeto expositivo — é um movimento de valorização da memória local e das vozes populares que construíram a cidade. A convite do pesquisador e escritor Reinaldo Crocco Júnior, ilustrei as histórias, causos e curiosidades de Porto Feliz em uma linguagem acessível, bem-humorada e educativa, com o objetivo de levar a cultura e o passado da cidade até o presente das novas gerações.
A mostra foi montada no Salão Nobre da Cultura e integrou a programação do Mês da Consciência Histórica em 2021. Em parceria com o cartunista Croquinho, selecionamos narrativas pitorescas e episódios simbólicos da trajetória do município, que foram transformados em painéis ilustrados e charges.
O projeto contou com o apoio da Secretaria de Cultura, através do então Secretário Bruno Mendonça, que participou ativamente da abertura oficial, marcada por coquetel e música ao vivo no dia 18 de novembro de 2021.
Com uma abordagem leve e popular, Memórias de Porto Feliz reafirma a importância da cultura como instrumento de pertencimento, identidade e reconstrução social. Valorizar quem fomos é essencial para decidir com consciência quem queremos ser.
Saiba mais sobre o Memórias de Porto Feliz na página do Facebook do projeto:
a última monção (2021)
Mostra coletiva com artistas locais realizada na Semana das Monções de Porto Feliz
Com a recente inauguração do Salão Nobre da Cultura, fui convidado pelo então Secretário Bruno Mendonça a coordenar uma exposição especial para a Semana das Monções, um dos momentos mais simbólicos da história de Porto Feliz. A proposta: transformar um capítulo esquecido da nossa trajetória em arte acessível para toda a população.
Parti de um antigo desejo: ilustrar o texto do historiador Francisco Nardy Filho sobre a Última Monção, publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo em 1938. A narrativa, recuperada e republicada pelo professor Jonas Soares de Souza na coletânea A Cidade e o Rio – Araritaguaba, o Porto Feliz, traz à tona a última grande expedição fluvial registrada em nosso município, liderada por Fermino Ferreira, e marcada por desafios, perdas e silêncios.
Adaptei o projeto para o formato expositivo e convidei artistas da cidade a ilustrarem, sob suas próprias óticas, esse episódio esquecido. A mostra resultante foi inédita: pela primeira vez, uma representação visual e coletiva da Última Monção foi apresentada ao público.
Essa iniciativa não apenas resgatou parte da identidade portofelicense, mas também promoveu acesso democrático à cultura, valorização da produção artística local e o fortalecimento da relação entre memória e pertencimento.
A arte, quando aliada à história, é uma ferramenta de transformação — e Porto Feliz, nesse sentido, continua navegando com seus próprios remos.
gente de porto (2021)
Exposição inaugural do Salão Nobre da Cultura e marco da valorização da identidade porto-felicense
A exposição Gente de Porto foi um divisor de águas na minha trajetória como artista e comunicador social. Idealizado inicialmente como um projeto autoral nas redes sociais, nasceu da vontade de homenagear pessoas comuns da cidade, cujas histórias de vida mereciam tanto destaque quanto as dos grandes nomes dos livros de História.
O projeto viralizou e, diante da repercussão, fui convidado pelo então Secretário de Cultura de Porto Feliz, Bruno Mendonça, a transformá-lo em uma exposição oficial. A mostra foi a primeira realizada no recém-inaugurado Salão Nobre da Cultura e marcou também minha terceira grande exposição na cidade.
Realizada entre 23 de julho e 14 de agosto de 2021, a exposição contou com retratos ilustrados de moradores reais de Porto Feliz, acompanhados de suas biografias emocionantes e inspiradoras. A repercussão foi imediata: jornais locais, rádios, sites e, por fim, a própria TV Globo, através do programa Revista de Sábado (TV TEM), deram destaque ao projeto como exemplo de ação cultural que valoriza a identidade local.
O Gente de Porto mostrou que é possível fazer política sem mandato: ouvindo, valorizando e expondo as histórias da população. Foi arte com propósito, com território e com afeto. E se hoje o projeto é conhecido em toda a região, é porque nasceu de algo que nenhum algoritmo substitui: escuta e pertencimento.
ilustre porto (2017)
Arte que movimenta, conecta e transforma. Um passeio lúdico à nossa história local
Quase duas décadas após minha primeira exposição, em 2017 nasceu o projeto Ilustre Porto, com um objetivo claro: levar arte para o comércio local como forma de valorização da cultura, incentivo à visitação e fortalecimento da identidade porto-felicense. A proposta era simples, mas poderosa: transformar espaços cotidianos em pontos de encontro com a memória e a beleza da cidade.
A primeira mostra aconteceu em março daquele ano, nas Monções Jóias — graças à generosidade da amiga Nilcelia Rando, que acreditou no projeto mesmo após tantos pedidos frustrados para outros espaços. Foi o início de uma caminhada que uniu arte, comércio, história e cidadania.
Mais do que uma mostra de arte, o Ilustre Porto foi um ato político de valorização do pertencimento que resgatou paisagens, memórias e afetos esquecidos. Em uma época de avanço da indiferença e apagamento cultural, ilustrar Porto Feliz foi também insistir no direito à memória, ao orgulho local e ao acesso à arte fora dos centros elitizados.
O projeto Ilustre Porto não seria possível sem o apoio de pessoas que acreditam na cultura de Porto Feliz.
O nome ILUSTRE PORTO é um convite a ilustração desta peculiar cidade, Porto Feliz, minha musa inspiradora.
Você pode reviver essa trajetória buscando por Ilustre Porto no Facebook.
cores que falam (1998)
A primeira exposição individual. Aos 21 anos, com pincéis, cartazes feitos à mão e coragem nos bolsos.
Antes de qualquer ambição política, existia em mim uma urgência: a de comunicar através da arte. Em 1998, aos 21 anos, organizei minha primeira exposição individual, chamada “Cores Que Falam”. Um título carregado de sentido para quem, como eu, buscava traduzir sentimentos, inquietações e identidade através das tintas.
Naquele tempo, Porto Feliz ainda respirava cultura com uma certa reserva: as redes sociais sequer existiam e os canais de divulgação eram limitados. O convite era feito no boca a boca, com cartazes desenhados à mão e distribuídos de porta em porta. Com o apoio inestimável da historiadora e amiga Sonia Belon, que trabalhava ao lado do Seu Romeu Casteluci, grande historiador da nossa cidade, conseguimos organizar o evento no Museu Histórico e Pedagógico de Porto Feliz.
Essa experiência foi mais que uma exposição. Foi um gesto político, no sentido mais verdadeiro da palavra: ocupar um espaço público com arte, sem patrocínio, sem estrutura profissional, apenas com a vontade de fazer acontecer. Sem saber, nascia ali um agente cultural local. Uma ação que reafirma a importância de democratizar o acesso à cultura e de reconhecer o artista como parte viva do desenvolvimento de uma cidade.
Hoje, ao relembrar esse momento, vejo que ele também anunciava algo que viria muito depois: a vontade de contribuir para a transformação social e cultural de Porto Feliz. Com arte, com trabalho, com presença.
outras obras
Nas artes plásticas, mais especificamente na pintura, nunca fiz nenhum curso na área, mas, curioso que sou, sempre pesquisei sobre o assunto. Antes, quando não havia internet disponível, comprava revistas em bancas, depois, claro, caí no mundo das artes na rede mundial de computadores.
Autodidata, sempre misturei as tintas de acordo com a percepção que tinha da obra que pintava. Logicamente, muitas delas foram cópias de obras famosas que me deram algum embasamento para poder pintar algumas autorais.
Embora não tenha encontrado um estilo que me defina, continuo arriscando nas pinceladas incertas. Tem dias que sai um quadro que eu gosto, tem dias que não e, então, pinto outro por cima. Assim, vou passando as horas (quando as tenho para descanso).
Abaixo você confere algumas destas telas que pinto nas horas vagas, muitas delas encomendas, outras, sem muito comprometimento com a finalização, estudos e telas autorais. Dependendo do dia, do humor e do clima, as vezes sai alguma coisa boa.
Espero que goste!













































































































































































































